damn grief
Era suposto conseguir agora distanciar-me de tudo e seguir em frente.
Não posso negar que apesar de todos os maus sentimentos, estou feliz de ter-mos terminado. Primeiro porque estava a tornar-me alguém que não gosto de ser [será importante referir que, naturalmente, nunca foi culpa tua que isso acontecesse- as pessoas são aquilo que querem ser e nunca o que os outros as induzem a ser. ] e depois porque me irrita pensar que não consigo viver sem ti, reformulo : que não consigo ser inteiramente feliz sem ti. E irritava-me pensar que já não me amas.
Creio que seja dai que advém o alivio. Agora não importa, pelo menos teoricamente, se me amas ou não. Parto do principio que estás a seguir o mesmo caminho que eu e tentas integrar que não podemos estar juntos. É o único principio pelo qual posso reger-me para encontrar paz.
Depois há também a parte de pensar que, independentemente de te esquecer ou não é sempre possível encontrar formas conscientes de aceitar os factos e viver bem com isso, enquanto for necessário. [ou porque efectivamente não me amas mais, ou porque o tempo há de acabar por lavar os sentimentos que tenho por ti].
Há também a parte de não ter pressão para ser algo que tu queiras amar, de ser livre para ser quem sou e sobretudo para ser outra coisa qualquer se me apetecer - Apetece-me!
A parte das coisas por conseguir está no integrar que muito provavelmente a pessoa que tu serás não vai amar a pessoa que eu serei e vice versa. Mas creio que vou abandonar este pensamento em prol daquele que diz que, quando chegar o momento certo para saber-mos isso, não esperaremos nada um do outro, portanto, será como se efectivamente nunca nos tivéssemos unido.
Depois há a paz de pensar que, se tiver mesmo de ficar contigo, nos reencontraremos e se gostar-mos um do outro não será por já termos gostado um do outro, mas porque outras pessoas [eu e tu noutro contexto temporal] gostarão uma da outra.
Estamos ambos a crescer, a crescer um bocado “à bruta”. Tu porque tens a mania da excelência e eu... porque estou atrasada para a vida e convenha-mos não posso, nem quero, continuar a seguir este caminho de absoluto amorfismo e clausura.
Se calhar estamos aqui porque não temos energia que chegue para dar a nós e ao outro e tem de ser exactamente assim. Tomamos o caminho certo e meio ás cambalhotas acabamos por toma-lo mais ou menos em paz.
És uma pessoa absolutamente fascinante, [leia-se: aquele que cativa, que desperta o interesse. ] Sinto felicidade por ter partilhado a minha vida contigo, enquanto isso fez sentido.
Deixei-me de merdas e permito-me chorar quando penso em ti. Já aceitei que não estás comigo e era óptimo se fosse de borracha e isso me passa-se inteiramente ao lado, mas infelizmente ainda não estou suficientemente à vontade com a ideia.
Claro que prefiro que me esqueças rapidamente e sejas feliz. Seria egoísmo pensar de qualquer outra forma. Porém também seria pouco humano não querer distancia dessa realidade por algum tempo.
Estou a tentar ser egoísta no sentido de pensar mais em mim que habitualmente. Porque me sinto frustrada por coisas [minhas] que sei que posso e quero mudar. Quero sentir-me bem com a pessoa que sou. Estou cansada de não viver - conviver...
baff.. precisava escrever. Escrevi.
I wish you love
“I wish you bluebirds in the spring
To give your heart a song to sing
And then a kiss, but more than this
I wish you love
And in July a lemonade
To cool you in some leafy glade
I wish you health
But more than wealth
I wish you love
My breaking heart and I agree
That you and I could never be
So with my best
My very best
I set you free
I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
But most of all when snowflakes fall
I wish you love
But most of all when snowflakes fall
I wish you love
I wish you love
I wish you love, love, love, love, love
I wish you love “


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