Sunday, October 13, 2013

Azeites.

Dias que temos tanta merda para fazer que não se faz merda nenhuma.

Estou assim. Básica. Não tenho fins de semana há semanas! Trabalho mais de 9 horas por dia, 7 dias por semana. Estou... a fritar.

Ás vezes tenho brancas. Fico minutos a olhar para o ecrã qual débil mental e apago-me. Quando volto do derrame cerebral nem me lembro do que estava a fazer.

Mini avcs... li algures. Estaria demasiado jovem para estar a apodrecer assim... Não fosse a exaustão e a raivinha.... a puta da raiva come... destroi-me. Frustração, frustração, frastração. Profissional, emocional... haverá mais para frustrar? ahh o fisico...

No outro dia fui ao super de bike e passaram-me a ferro. Vá lá que a alma ia devagar, else, teria ficado ali mesmo... atropela-da pela pressa alheia... Os automobilistas são exímios nisto... acham que os ciclistas têm olhos no cu! Ora eu sem olhos no cu e sem motor nem travões de disco, quando um bicho de lata se atravessa à minha frente a unica coisa que posso fazer é rebolar pelo chão.

Resulta deste episódio ingrato uma bola negra no rabo, que não tendo doido muito se não no próprio dia, se transferiu para as costas de tanto me sentar na outra nalga para não sentir aquela.

Tem graça aquela gente que diz que temos sempre de estar gratos por estar vivos...  qual vida? Eu não tenho vida. Sou escrava. Pior que escrava. Aos escravos eram obrigados a dar comida.

Viva... têm graça.

respiro...

Deve haver bichos de quatro patas com mais sentido de propósito e esperança no amanhã. Se explodisse, sei lá, qualquer coisa rápida e indolor. Não se perdia nada.

Nem sequer é triste.

 A única coisa que me agarra a este planeta é a cobardia mesmo.

Thursday, June 27, 2013

Os afetos- a doença

É uma doença. A criatura. Comporta-se na minha psique como uma leve dor de dentes. Está ali a moer, se me descuido com uma dentada mais forte, dá-me uma pontada a jeito de me por hirta que nem uma tábua.

Dois anos. Está quase a fazer 2 anos. 2 anos sem lhe por os olhos em cima. As malditas moleculas já tinham tempo de se ter extinguido. Já tinham obrigação fisiológica de se ter extinguido. Se me lembro dela fico sem ar.  Devo estar a libertar feniletilamina que dava para alimentar a fabrica da milka vários meses.  Ultimamente vejo bocadinhos dela em todo o lado. Não há um dia em que não me cruze com uma criatura que poderia ser ela. Traida pela miopia ou pela psicose... Ás vezes faço um esforço tão grande para não pensar nisso, que de repente,  começam a cair-me lágrimas e sem saber como  tudo desaparece.   Fico cheia da ausencia dela, do silêncio dela. Vazia, vazia, vazia.




Vazia.




Racionalmente sei que tudo isto é absurdo. O tempo, O sentimento. Who fucking cares if she doesn't love me. She's not even a part  of my life anymore.  É uma anomalia. Talvez deva sair mais, ver gente, conhecer miudas. Mudar de país? aniquilar a misera possibilidade de me cruzar com ela.  sei que ela não gosta de calor. Australia, ou o japão?  

damn genes.
My genes must really like her genes.

repeat :
there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on.


here's reality:

move on.

Friday, May 27, 2011

O Balanço

Detesto esta sensação. O fim de um ciclo. O mal de viver tanto tempo, é já conhecer algumas situações. Ás vezes é melhor não saber o que são. Começo a necessitar de mudança. Estar a começar alguma coisa limpa a ideia de que não acabamos outras. Esta ideia de não querer caber num molde, tem muitas desvantagens. É necessário urgentemente, encontrar forma de rentabilizar a diferença. Tenho de fazer crescer os tomates e a ordem.

Estou tão exausta. Estou exausta de estar exausta. Sinto-me como um rato numa daquelas rodas que giram sobre si mesmas.

It's killing who I am. Espero não viver para ver o dia em que compreenderei que não terei tempo para chegar onde quero ir.

Tuesday, January 04, 2011

Merda para as insonias

Não são bem insonias.. são sonos desregulados. Não consigo dormir até ter esgotado todas as forças e não consigo acordar enquanto não as reponho a um minimo. Feitas as contas é o relogio ao contrario. Estou doente. O meu nariz parece um vulcão de muco.

Estava na cama ás voltas com ela na cabeça. sem conseguir respirar convenientemente, não sei ao certo se pela doença fisica se pela outra.

Quanto mais quero não pensar nela, mais dificil é não pensar nela. Racionalmente é uma idiotice. Não pode ser a ultima pessoa com tanto em comum comigo. E se a rapariga não gosta de mim, está no seu direito. Nem é preciso ter razões. Que se a razão service de alguma coisa, nestas coisas do romance... havia muito menos gente solteira ou mal casada e certamente muito mais gente feliz. A razão é contornável. O amor não correspondido é como pisar merda com umas botas da tropa. Por muito que se limpe vão sempre cheirar mal até nos sairem dos pés e serem mergulhadas num balde com detergente e esfregadas com uma escova. A merda neste caso, é que o amor não se descalça.

Chamo-lhe amor e é um acto infame. Sinto que poluo a palavra. Não há maneira de enobrecer esta coisa que sinto. É um cancro. Uma mutação indesejável. Um empecilho!

Apetece-me gritar. Apetece-me gritar, porque qualquer coisa dentro de mim me diz que se gritasse o suficiente, conseguiria deita-lo cá para fora. Como quem espreme uma borbulha infectada.

Queria abrir a ferida e rega-la com alcool etilico. Que doesse tudo de uma vez só. Estou nauseada com o cheiro a merda.

É insuportável! Nada funciona. Nem longe, nem perto. Nem Saber, nem não saber. Nem raiva. Nem tristeza. Nem participar ou estar ausente. Nem o tempo. Nem a consciencia.

Aqueles grandes olhos verdes perseguem-me. Quando se abrem, sinto-me sem derme. Tudo vai directamente á camada abaixo, onde se sente a picada, o rasgo, o toque. A dor aguda, que até a brisa deixa.

Sei que isto passa.. já passou uma e duas vezes. Já passou em tempos. Mas hoje, aqui e agora, fazia os 200kms de joelhos por um abraço.

É pior que hipnotismo, é uma corrente mais forte que aço, é uma trela de querer. Não há inteligência que me resolva, mãos que me resgatem, ombros que me carregem, estradas para onde fugir.

É como uma grande montanha vulcanica, que tempo erode, mas que se regenera. Que a noite não cobre porque se ilumina.

Tenho medo de a encontrar e medo de nunca a encontrar. Tenho medo, porque há sempre espaço para revelar mais daquilo que não sou para ela. Tenho medo dela, porque a unica forma de ir embora é mudar- Tenho medo dela como tenho medo da mudança. Tenho medo, porque gosto de mim. Tenho medo de não encontrar um eu de que goste, que não a ame.

Repugno-me, porque sou dela como um prédio publico abandonado. Desperdiçado a cumprir um proposito sem interessados.

Queria dormir. Mas em mim o que emerge, quando o tudo o resto silencia, é isto. É ela. Pensei que faze-la feliz de outra forma aliviaria o fardo, mas só abriu espaço para pensar em mais formas de o fazer. Objectos, lugares, actividades. Mando-me calar. Ás vezes falo alto sozinha. O gato olha-me sem perceber se é com ele que falo. Ronrona. Ás vezes adormece. Alheio a tudo.
Há dias em que me levanto. Ele fica na cama. Que importa? Ele não tem relógio. Não paga renda. Suponho que não tenha gatas em que pensar.

Que desperdicio imenso de energia...

Saturday, November 13, 2010

time and pain

Não há nada de glorioso na dor. Acho que gostamos de a ver quando é irreal, porque a dor irreal é uma dor que pode ser destruida a qualquer momento. Permitimo-nos simpatizar com a dor, porque estamos seguros. É como andar na montanha russa num simulador. A mesma emoção, 0 riscos.

Compreendo o quanto o medo e a dor me roubaram, em tempo e energia mental..

Só me apetece chorar. É como se tivesse vindo de um funeral.
Estava melhor cheia de raiva. Não sei se me doi mais a indiferença, se o afecto NAO sensual. se é que consigo ver outra coisa que não o facto de que NUNCA vai acontecer. Mas que coisa mais estupidamente irracional.

Devia conseguir ser feliz só com este bocadinho assim. Devia permitir-me ter raiva ao menos da situação. Mas nem uma coisa nem outra.

Só consigo chorar. Passaram-se 6 anos... penso que quando passarem mais 6 teremos 32.

Sinto-me a galopar para o momento derradeiro e ás vezes já não sei esperar. Tudo parece definitivo. Como se já não houvesse tempo para nada. Um adeus com campa.

There it was, the person of my dreams and it slipped trough my fingers..

Eu sei que a minha esfera nem tão pouco a inclui-a. Mal temos amigos em comum. É como se os nosso universos nunca se tivessem tocado.

Aparecemos na vida uma da outra na pior altura.

once and twice again

Damn coincidences. Sometimes they are real tragedies.

we are even good and bad alike.

it's of no comfort, but its a funny fact. how symmetrical it all was.

Sunday, July 11, 2010

as ondas

Estou exausta. Mas sei que não vou conseguir dormir. Um caracter forte é como uma onda. Para algumas pessoas que são como referencias para nós, nem é preciso ter um caracter muito forte, para nos arrastarem.

Este fim de semana senti-me arrastada.

Não ha nada que eu suporte menos do que gente pouco ponderada. Incapaz de pensar antes de agir.

Parece que flutuam no grande oceano da existencia como rolhas numa tempestade no mar. Todo o vento que sopra é bom para mudar de sitio. É claro que o novo sitio não é assim tão diferente do anterior. nem é estavel. Todo o vento que vem faz mudar de sitio.

Não se pode parar o tempo. E se há coisa que aprendi na minha parca experiencia de vida, é que ter pressa raramente leva a boas soluções. Leva a soluções desenrascadas. Ora... aquilo que é desenrascado regra geral é pouco agradável... pouco funcional. É coisa para durar um bocadinho.

Se tudo o que nos rodeia for desenrascado. nós proprios nos transformamos num desenrasca. Um desenrasca é algo que se quer por um bocadinho.. para desenrascar.

Porque é que as pessoas não pensam? É uma faculdade tão humana. Tão unica da nossa espécie. É um privilégio tão grande... As pessoas estão sempre tão preocupadas com os direitos que teem... e em usufrui-los... porque é que não usam este, que é gratuito e essencial de tantas formas?

Tuesday, April 20, 2010

the void

o mal do vazio... é ser tão cheio de si que não se deixa preencher com nada.