Os afetos- a doença
É uma doença. A criatura. Comporta-se na minha psique como uma leve dor de dentes. Está ali a moer, se me descuido com uma dentada mais forte, dá-me uma pontada a jeito de me por hirta que nem uma tábua.
Dois anos. Está quase a fazer 2 anos. 2 anos sem lhe por os olhos em cima. As malditas moleculas já tinham tempo de se ter extinguido. Já tinham obrigação fisiológica de se ter extinguido. Se me lembro dela fico sem ar. Devo estar a libertar feniletilamina que dava para alimentar a fabrica da milka vários meses. Ultimamente vejo bocadinhos dela em todo o lado. Não há um dia em que não me cruze com uma criatura que poderia ser ela. Traida pela miopia ou pela psicose... Ás vezes faço um esforço tão grande para não pensar nisso, que de repente, começam a cair-me lágrimas e sem saber como tudo desaparece. Fico cheia da ausencia dela, do silêncio dela. Vazia, vazia, vazia.
Vazia.
Racionalmente sei que tudo isto é absurdo. O tempo, O sentimento. Who fucking cares if she doesn't love me. She's not even a part of my life anymore. É uma anomalia. Talvez deva sair mais, ver gente, conhecer miudas. Mudar de país? aniquilar a misera possibilidade de me cruzar com ela. sei que ela não gosta de calor. Australia, ou o japão?
damn genes.
My genes must really like her genes.
repeat :
there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on. there are no miracles. move on.
here's reality:
move on.


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