time and pain
Não há nada de glorioso na dor. Acho que gostamos de a ver quando é irreal, porque a dor irreal é uma dor que pode ser destruida a qualquer momento. Permitimo-nos simpatizar com a dor, porque estamos seguros. É como andar na montanha russa num simulador. A mesma emoção, 0 riscos.
Compreendo o quanto o medo e a dor me roubaram, em tempo e energia mental..
Só me apetece chorar. É como se tivesse vindo de um funeral.
Estava melhor cheia de raiva. Não sei se me doi mais a indiferença, se o afecto NAO sensual. se é que consigo ver outra coisa que não o facto de que NUNCA vai acontecer. Mas que coisa mais estupidamente irracional.
Devia conseguir ser feliz só com este bocadinho assim. Devia permitir-me ter raiva ao menos da situação. Mas nem uma coisa nem outra.
Só consigo chorar. Passaram-se 6 anos... penso que quando passarem mais 6 teremos 32.
Sinto-me a galopar para o momento derradeiro e ás vezes já não sei esperar. Tudo parece definitivo. Como se já não houvesse tempo para nada. Um adeus com campa.
There it was, the person of my dreams and it slipped trough my fingers..
Eu sei que a minha esfera nem tão pouco a inclui-a. Mal temos amigos em comum. É como se os nosso universos nunca se tivessem tocado.
Aparecemos na vida uma da outra na pior altura.
once and twice again
Damn coincidences. Sometimes they are real tragedies.
we are even good and bad alike.
it's of no comfort, but its a funny fact. how symmetrical it all was.


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