O lugar do lixo
Preciso de escrever. Apetece-me escrever. Acho que se não falar vou deixar cair o ultimo parafuso e colapsar. Preciso de pensar concretamente. Ter as ideias escritas. Como se ao grava-las em algum lugar elas se definissem. Que absurdo! Estou a tentar aprender afinal o que se espera de mim. Sinto-me uma adolescente outra vez. Mas agora os pais que enfim.. providenciaram a orientação que puderam.... é o mundo. Essa coisa abstracta de tantas formas, quantos os ecossistemas... (eco)?.. bom.. sistemas! O problema é não saber que raio vem no lugar das regras de flora e fauna que me deixa neste estado.
Afinal o que procuram as pessoas? O que esperam elas? Sempre pensei que se fosse boa o suficiente não teria de me preocupar com as pessoas. Mas estava tão errada... Teria de ser infinitamente brilhante para isso ser... remotamente verdade.
Para b saber se a é bom, b tem de perceber da hortaliça em que a é bom e depois desse factor há ainda a questão da projecção... a confiança que projectamos. Sucede que lá fora o b raramente percebe alguma coisa daquilo que a faz....
Depois disso de ser ou não ser bom... há a conveniência. Os factores de conveniência. Esses factores tem a ver com a disponibilidade para cumprir determinada tarefa, a mobilidade, os contactos, a reputação da família, o género. A capacidade de subsistir num ambiente hostil...
O mundo é hostil! Não acredito que as pessoas sejam más por natureza. Mas aparentemente estão sempre muito prontas a lutar pelos seus interesses...E a forma com que o fazem, assume tantas formas quantas as cabeças que habitam este planeta.
Ahh raios partam este desconforto. Queria falar com alguém que percebesse alguma coisa sobre a natureza das pessoas. A natureza social das pessoas. Qual é a formula óptima para chegar a uma posição de conforto. Para não nos pisarem em cima a toda a hora. Nos porem nas situações mais escabrosas.
Não gosto daquelas soluções da espertinhice. (Eu sei que a palavra não existe mas gosto mais dela assim, como se fosse pegajosa)
Arre sinto-me presa. Apetecia-me pegar no ego do meu chefe e cozinha-lo num incêndio qualquer. O homem que é Deus na terra... Que desde que é chefe que é Deus na terra... E toda a gente se ri daquela estapurdice indago eu... se sem perceber que ele não está totalmente a brincar quando deixa escapar esta "piadola".
Ele e o gestor dentro do patrão que me mete a "liderar" os projectos, dando-me uma "autoridade" fictícia, que só serve para perder tempo.... Porque são linhas para não serem cozidas. São linhas para ele meter lá no tear dele, para serem discutidas com deus. Que era coisa para não me chatear.. se não andasse sempre a ver a figura pela metade. Esta gera visões parciais, que regra geral dão origem a decisões obtusas. Dando a ideia continuamente que sou algum tipo de palhaça destrambulhada que não sabe o que anda a fazer. Bom a parte do não sabe o que anda a fazer.... é regra geral verdade! Porra!! Capacidade mediunica ainda não tenho. Porque é que não mete Deus a desenhar as estratégias? Poupava a minha energia mental!!..
Há dias em que me apetece mandar toda a gente à merda! Farta das desilusões. Das conversas de esquina. Das costas dos outros. Mas vai ser sempre assim ou pior. É melhor que aprenda a lidar com isto.
Preciso de uma estratégia qualquer para ficar ao menos numa posição onde saiba que raio esperam de mim. E livrar-me deste titulo de "chefe" ou "responsável" que começa a tirar-me do sério e eu já não tenho idade para aturar estas merdas de putos! Isto é criancice! Os putos é que arranjam estes esquemas de fazer parecer e se safam com isso. Bom.. com os adultos burros também funciona...
Mas não quero uma estratégia nociva... começa a ser urgente encontrar uma porque começa a incomodar-me de tal maneira que tende exponencialmente para a maldispostice.
Estou muito "ice" hoje. Mal disposta. Mal disposta! Mal Disposta! Irrita-me.
Como se não bastasse esta bela coisa no trabalho sucederam duas outras na universidade que me deixaram a indagar se há algo em mim que faz com que as pessoas há minha volta simplesmente não trabalhem. A minha colega de grupo de uma das cadeiras... depois de ter feito de muito pouco a nada do trabalho... disse-me "tens de puxar por mim porque eu distraio-me facilmente.. ". Noutra cadeira estava-mos de prazo mega apertado, já em atraso. Combinamos encontrar-nos duas vezes mas não foram muito produtivos os encontros... bom.. porque fomos todos para lá cimentar conceitos ao invés de irmos fazer alguma coisa para resolver o problema que nos foi proposto. Não é que não fizeram um C**** o FDS inteiro? Passei-me e não fiz uma linha do relatório.
Que é outra coisa que me irrita. Estou a sucumbir à crueldade... tratam-me mal e apetece-me por isso tratar mal as pessoas que me tratam mal!Não devia ser assim... porque se me limitar a trata-las mal.. elas vao-me tratar mal.. e a minha vida inteira vai ser maus tratamentos. Tem de existir alguma forma mais produtiva, de ... com a devida subtileza as incentivar a fazer algo.. a contribuir.
Acho que na realidade não resolvi nenhuma destas circunstancias nem no ISEL nem no trabalho, porque não me apetece. Não devia ser da minha competência, nem gerir a equipa, nem tratar das responsabilidades alheias.
Falta-me aprender isto também. Sempre, sempre, que se precisam de outras pessoas para atingir determinado objectivo, não chega confiar que elas nos vão ajudar a atingi-lo. Mesmo que isso seja do interesse delas também, porque pode sempre dar-se a hipótese... regra geral dá-se, de elas se estarem marimbando para o assunto. É preciso tomar providencias no sentido de incentivar o interesse na tarefa.
Não sei é como. Quero um manual da mente humana se faz favor. Agora dava-me jeito um deus a sério. Um ser perfeito, mas que falasse. Ohh entidade omnisciente, porque é que fizeste as tuas criaturas tão entregues a si mesmas?


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