narguilla
Apetece-me escrever e hoje posso, digo: perder tempo a palavrear ad infinitum. Do canto direito dos meus lábios escorre uma ponta de mangueira. Bafejo uma nargilla de tuti-fruti. Tenho a boca cheia de carvão. Nunca mais aprendo a dominar a arte de colocar a prata e fura-la o suficiente para passar o ar mas não deixar a cinza penetrar o tabaco. Não importa. O fumo sabe a fruta, sabe ao alcool de horas vagas e inebria-me.


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